Susto...

Tudo começou com um susto, quando no primeiro ataque por parte do Paços de Ferreira o Benfica ficou a perder, com uma jogada de contra-ataque a dar golo dos homens de José Mota.

E a partir daí o Benfica teve que fazer pela vida, como Makukula na frente estava desacompanhado, Camacho resolveu meter Cardozo e tudo se alterou.
O Benfica teve a partir daí um domínio avassalador sob a batuta do "Maestro" e os 4 golos que se seguiram, não foram mais que meras formalidades para espectador assistir, aplaudir e seguir para a próxima ronda!

Venha o Sporting ou o FC Porto na Luz, que nós tratamos deles!




Taça de Portugal: Rumo à Final


O Benfica teve um sorteio favorável e tem todas as condições para seguir em frente na prova!
Apesar de encontrar um também primo divisionário, os pupilos de José António Camacho no seu estádio têm tudo para ganhar, jogar bem e se possível golear, um Paços que longe do fulgor de outros tempos, é bem acessível para um Benfica com querer, com vontade e com muita união para chegar à final e vencer esta prova!

Também já é altura para Freddy Adu ser lançado na equipa titular e então ganharmos um reforço para o resto da Época!


Será que Makukula vai marcar na estreia com a camisola do Benfica?


A ver vamos...

O ALENTEJO

O ALENTEJO

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.


O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.

E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.

Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.

Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.

E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor.
«Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»

Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

Campeões do Mundo...

... nunca seremos com estes jogadores e com estas exibições!

Com este:



este:


e este:



de certeza não iremos lá!

E tu:


Dizes que é uma vergonha em 32 anos não vencermos uma única vez, mas contigo já lá vão 3 derrotas!

Lendas da Selecção (Final)

Para encerrar este espaço das Lendas da Selecção, que na totalidade pode ser consultado no site da FPF, a maior lenda do futebol português de todos os tempos!

O Rei Eusébio!

Eusébio - A imensidão de um nome (©FPF)


EUSÉBIO 1942-…
A imensidão de um nome

Nome: Eusébio da Silva Ferreira
Data de nascimento: 25-1-1942
Naturalidade: Lourenço Marques, Moçambique
Posição: avançado
Clubes principais: Benfica
Jogos pela Selecção Nacional: 64/41 golos
Estreia: 8-10-1961, no Luxemburgo, frente ao Luxemburgo (2-4)
Último jogo: 13-10-1973, em Lisboa, frente à Bulgária (2-2)

A importância de Eusébio na história da Selecção Nacional e de todo o futebol português é tão grande que se torna impossível reproduzi-la em meia dúzia de linhas ou, até, em meia dúzia de livros. Pode dizer-se, sem risco de exagero, que há, em Portugal, um futebol-pré-Eusébio e um futebol-pós-Eusébio. Desde que chegou a Lisboa e ao Benfica, vindo do seu bairro da Mafalala, em Lourenço Marques, e do Sporting de Lourenço Marques, envolto na confusão que foi a luta pela sua assinatura entre Benfica e Sporting – que o obrigou a seis meses de espera para começar a jogar na Metrópole -, Eusébio estava destinado a ser a figura maior não apenas do futebol, como, até, da sociedade portuguesa. A dimensão do seu nome ultrapassou fronteiras e línguas. E, em muitos lugares do Mundo, Eusébio e Portugal tornaram-se um sinónimo.

O seu estilo foi único e inconfundível. Os seus arranques devastadores com a bola controlada, os seus remates certeiros e de potência inaudita, os seus dribles em progressão que deixavam um, dois, três, quatro e cinco adversários para trás, como aconteceu no famoso jogo contra a Coreia do Norte, nos quartos de final do Mundial de 1966. Eusébio não se descreve: só vendo. E os números da sua carreira extraordinária falam por si: 15 épocas com o Benfica, 11 vezes campeão nacional, 5 vitórias na Taça de Portugal, 313 jogos efectuados na I Divisão, 320 golos marcados, 7 vezes melhor marcador do campeonato, 75 jogos nas taças europeias com 57 golos marcados, 41 golos marcados pela Selecção Nacional em 64 jogos…

À esquerda: Eusébio chora eliminação frente à Inglaterra no Mundial de 66
Ao centro: Eusébio representa a Equipa da Fifa em 1963
À direita: O sorriso da "Pantera" no encontro com o "Pássaro Negro", no jogo da conquista do bronze. (©FPF)

Figura maior do Benfica e de Portugal, Eusébio é, ainda hoje, trinta anos após o final da sua carreira, reconhecido e acarinhado onde quer que vá. Atingiu o gólgota dos mitos eternos do desporto mundial a um nível onde só uma restrita minoria foi capaz de chegar. A sua estreia na Selecção Nacional, em 1961, foi triste, no entanto. Apanhando a campanha de apuramento para o Mundial de 62 a meio, Eusébio vestiria pela primeira vez a camisola das quinas no Luxemburgo, pela mão do Seleccionador Nacional Fernando Peyroteo, num encontro que ficaria como um dos mais humilhantes do futebol português: derrota por 2-4. Apesar do golo marcado e da exibição positiva, o sonho do Mundial desfez-se. E o encontro derradeiro, em Wembley, frente à Inglaterra (0-2), serviu apenas para lançar nas ilhas britânicas a semente de uma adoração que se prolongaria para sempre.

«Pantera Negra», chamou-lhe um jornalista inglês, fascinado com o poder elástico de Eusébio. Os golos por Portugal brotaram com facilidade da mesma fonte de que iam brotando os que Eusébio marcava pelo Benfica. E o ritmo é impressionante: ao fim de 24 «internacionalizações» já leva 17 golos e transforma-se no melhor goleador de todos os tempos da Selecção Nacional. Chegaria aos 41 ao fim de 64 encontros, recorde que só seria batido, por Pauleta, trinta e dois anos após o seu último jogo pela «equipa de todos nós».

Eusébio em acção no jogo com o Brasil do Campeonato do Mundo de 66 (©FPF)

Eusébio foi a grande estrela do Campeonato do Mundo de 1966. Foi tão espectacular que ofuscou Pelé. O Mundo rendeu-se à sua classe e teceu hinos ao seu jogo entusiasmante, os convites milionários chegaram à Luz em catadupa, mas os «encarnados» recusaram-se sempre a libertar a sua maior bandeira. Melhor marcador da prova, com 9 golos, chorou como um menino depois da meia-final contra a Inglaterra (1-2) que afastou Portugal da final e dessa imagem fagueira de poder tornar-se Campeão do Mundo. Foi profundamente injusto que Eusébio não tenha voltado a estar presente na fase final de uma grande competição. A saga dos «Magriços» não teria repetição, se exceptuarmos aquele alegre Verão da Minicopa, vivido no Brasil, em 1972. Durante anos e anos, os adeptos portugueses chorariam por Eusébio. Muitos deles ainda choram.

Eusébio chora a eliminação frente à equipa anfitriã, a Inglaterra no Mundial de 66 (©FPF)

O final da sua carreira, no Benfica, também não teve a dignidade que a dimensão de Eusébio merecia. Massacrado por seis operações ao joelho esquerdo, foi espaçando as suas demonstrações de poder físico, embora mantivesse sempre a classe incomparável e o seu estatuto de melhor jogador português de todos os tempos. Jogou nos Estados Unidos e no México, voltou a ser campeão, passeou-se pela América do Norte no tempo em que era aí o eldorado de todos os grandes jogadores em final de carreira. No intervalos dos campeonatos americanos, vestiu a camisola do Beira-Mar e do União de Tomar. Foi adjunto de Sven-Göran Eriksson, na equipa técnica do Benfica, e assumiu, finalmente, o cargo de grande embaixador do clube da águia. E também da Selecção Nacional, estando sempre presente nos jogos decisivos de Portugal.


Após a brilhante participação no Mundial 66, Eusébio e a restante comitiva nacional foram recebidos em euforia na baixa de Lisboa (©FPF)


E para culminar nada melhor do que as imagens do que melhor sabia fazer ...

Pobre ...

Uma exibição à quem das expectativas fez com que o Benfica mais uma vez perdesse pontos em casa, pelo que mostram as estatísticas já perdeu mais de metade dos pontos no próprio estádio!
Eu quero continuar a acreditar, mas assim torna-se difícil!
Sem mais nada para comentar ...


Ficha de jogo

Bwin Liga - 18ª jornada
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: 31 694 espectadores
Árbitro: Olegário Benquerença (AF Leiria)

SL Benfica

Quim; Luís Filipe, Luisão, Edcarlos e Nélson (Léo, 67 min); Petit, Katsouranis, Maxi Pereira e Di Maria (Mantorras, 79 min); Nuno Gomes (cap.) (C. Rodriguez, 39 min) e Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, Sepsi, Adu e Nuno Assis
Treinador: José Antonio Camacho

CD Nacional

Bracalli; Patacas (cap.), Ricardo Fernandes, Cardozo e Alonso; Edson, Cléber, Juninho (Adriano, 68 min), Juliano Spadacio e Fábo Coentrão (Pateiro, 75 min); Rodrigo (Lipatin, 63 min)
Suplentes não utilizados: Belman, João Coimbra, Filipe Lopes e Reinaldo
Treinador: Pedrag Jokanovic

Disciplina: Cartão amarelo a Di Maria (76 min) e Adriano (80 min)

Marcador:

Melhor em campo: Di Maria (SL Benfica)

Benfica-Nacional


Um jogo tradicionalmente difícil, mas que o Benfica costuma vencer no seu estádio.
O Nacional este ano tem oscilado entre o bom e o medíocre, mas tem potencial para fazer muito mais do que tem apresentado.
O Benfica ainda sem Makukula, vai apresentar Nuno Gomes na papel de "maestro" e o inspirado Cardozo pode voltar a fazer das suas!
Um jogo que se o Benfica marcar cedo, pode até golear. Espero uma vitória fácil!
A ver vamos...

4 Pérolas para Camacho!

Além de Makukula, o Benfica apresenta mais quatro jogadores, todos eles juniores, na lista enviada para a Liga no último dia de inscrições.

São eles o médio senegalês Abdoulaye Fall, o avançado costa-marfinense Orphée Demel (10 golos em 10 jogos pelos juniores) e os defesas brasileiros Wagner Silva (central) e Airton Oliveira (lateral-esquerdo).


In Record