Da pré – época à 1ª jornada

Começou a época desportiva 2009 / 2010, registando se as entradas e saídas habituais neste período. Como tem sido apanágio nos últimos anos, o meu Benfica a cotar se com grande número de entradas, em relação aos mais directos opositores, SC Portugal e FC Porto.

Começou pela equipa técnica as mudanças, saindo Quique Flores e consequentemente um dos melhores Adjuntos do mundo, Pako (apesar de muitos contestarem a sua relação com os jogadores, eu, considero o muito bom). Entrou Jorge Fernando Pinheiro de Jesus (JJ) e a sua equipa técnica, recrutada ao SC Braga.

No que respeita a entrada de jogadores, e começando pela baliza, acho que Júlio César ainda é uma incógnita, sendo Quim a opção mais válida entre as outras, até ao momento.

No sector defensivo, Patric (que foi emprestado ao Cruzeiro, mas deveria rodar em Portugal, pois poderá render após uma integração gradual e sustentada). Shaffer, que, apesar de denotar algumas lacunas no capitulo defensivo, penso ser a melhor solução para a lateral esquerda (a jogar é que se corrige muitos dos erros, e não será por ele que o sector ficará frágil). César Peixoto, um jogador de créditos firmados na Liga Portuguesa, mas, só vejo a sua contratação dado à sua polivalência, boa opção secundária.

No Sector Intermédio, entrou no glorioso, Ramires, este “Queniano Azul” é para mim, uma pedra por lapidar (a nível táctico), e quando JJ o terminar, muito retorno financeiro e desportivo daí advirá, continuando ele com este “crescimento”, é claramente a melhor opção para a posição de interior direito. Javi Garcia, este “Murciano” só não está no plantel “blanco” por uma só razão, é da “Cantera” e não é galáctico, e ainda bem para nós que Rui Costa investiu 7M na posição (6). Felipe Menezes, a última contratação do defeso encarnado, tem 20 anos, vem do Goiás, joga a médio ala (7) ou médio ofensivo (10), lá (Brasil) dizem, “se mostrar aí metade do que fez aqui, será uma grande contratação…”. Atenção, tem 20 aninhos e não o vejo com capacidade para “carregar” o piano, deixem crescer o “menino”, Aimar encarregasse da batuta.

No sector Atacante entrou Saviola, e só digo isto, Rui nota 20. Keirrison, vem por empréstimo do Barça, está em plena adaptação ao futebol e ao quotidiano na Europa (isto não é o Coritiba nem o “Brasileirão”, é bom que sócios e simpatizantes percebam), já marcou em Toronto, calma. Weldon é o Sr. tostões, mas ao nível de rentabilidade tem se verificado o melhor.
Quanto ao onze tipo que JJ e seus pares idealizou, para mim está 100% definido, e só não foi utilizado frente ao Marítimo devido a lesões e ADAPTAÇÕES!

Onze titular:

12- Quim
14- Maxi 4- Luisão 23- David Luís 3- Shaffer
6- Javi
8-Ramires 20- Di Maria
10- Aimar
7- Cardozo 30- Saviola

Um Sector defensivo coeso, marcando à zona, quer em bolas paradas quer em bola corrida. A defesa joga em linha e alta, fruto do Pressing que o Benfica realiza no último terço adversário. A dupla central, tem sido imperial (Com Sidnei a poder rodar de vez em quando, sem David na esquerda!)
No Sector Intermédio, o Mister JJ disse uma vez ainda no SC Braga: “Losango?....eu não sou professor de Geometria, sou treinador de futebol…”, como querendo dizer, que este sistema de jogo (não modelo de jogo ), e que implementou no nosso Benfica, é um , 4-1-3-2, jogando com dois jogadores entre linhas e do qual eu sou a favor.

Javi Garcia, é um pêndulo, fisicamente robusto, capacidade de choque, bom no jogo aéreo, destaca se acima de tudo pela recuperação e consequente 1ª transição ofensiva.
Ramires, jogador de altas intensidades, jogador com simplicidade de processos (ofensivos e defensivos).

Di Maria, beneficia da grande capacidade ofensiva deste Benfica, fazendo destacar, e destacando se através da sua técnica apurada. Isto só é possível face ao modelo implementado por Jorge Jesus ao nível de organização Defensiva e Ofensiva bem como das transições. Pois este Benfica de JJ realiza um Pressing alto, e bem delineado, permitindo recuperar a bola ainda na defensiva contrária.

Aimar, acima de tudo está na sua posição, depois tem liberdade e coberturas para as acções ofensivas saírem na perfeição. Joga de trás para a frente (poderá dizer se que é o “transportador de jogo”), em suma, é o que temos visto esta época, o verdadeiro 10, o homem que fez com que El Pibe declarasse, “era o único por quem vale a pena pagar bilhete”.
No Sector atacante, completam se Cardozo e Saviola, de características diferentes mas de qualidade semelhante, dispensam qualquer comentário.

De referir que, a grande diferença deste Benfica para o de outras épocas, é o equilíbrio dentro do seu plantel, isto porque ainda há, Miguel Vítor, César Peixoto, Weldon, Rúben Amorim, Keirrison, Nuno Gomes…….

Depois da 5ª taça conquistada e ver a equipa a praticar um futebol consistente, alegre e ofensivo, perspectivo muito mais para esta época.

E vão 5...

Pode não contar para nada, mas a verdade é que criam uma dinâmica vencedora, e habituação de vencer todos os troféus em que participam.


Torneio do Guadiana


Torneio de Amesterdão



Torneio Cidade de Guimarães


Eusebio Cup


CNE Cup

Demolidor...


Não foram 15-0 mas podiam ter sido. O Benfica foi demolidor! Feliz a hora em que comprei bilhete para me deslocar ao Estádio da Luz, piso 0, bancada Meo, Sector 17, com a linha de meio campo mesmo à minha frente, a escassos metros do relvado. É onde eu gosto de estar, não muito em baixo, para mim é perfeita a posição, quase que também eu jogo quando me sento naquela cadeira.

O voo da águia vitória faz arrepiar qualquer Benfiquista, o Hino de Luis Piçarra entoado pouco depois faz arrepiar novamente, depois a vénia, a vénia reinaugurada por Jorge Jesus reconhece que o público fará parte de todas as conquistas do Benfica, será sempre uma das pedras basilares de todas as conquistas.

Do outro lado um Setúbal, que como normal virá jogar à defesa, confirma-se após o apito inicial de Duarte Gomes, são sistematicamente 11 jogadores atrás da linha da bola, o Benfica faz 15 minutos muito bons mas não consegue marcar, tudo normal, ainda há muito jogo pela frente. Os cantos e livres sucedem-se, a avalanche ofensiva é enorme, com Javi Garcia, Cardozo, Luisão e David Luiz nas bolas paradas, mais tarde ou mais cedo o Benfica vai marcar.

Aimar bate o canto, Javi Garcia lá em cima faz o primeiro! Era espectável, mais tarde ou mais cedo o Benfica iria chegar ao golo, foi o Espanhol que já tinha tentado em Guimarães. Grande reforço este número 6, já fez esquecer todos os euros gastos na sua contratação. E mais, fez esquecer Katsouranis. É um enorme portento físico, é viril a jogar, normalmente recupera a bola, mas também comete as suas faltas, normal para um jogador da sua posição, mas atenção com a bola nos pés também dribla e faz jogar.

Mais um livre, o mago encarrega-se de todas as bolas paradas, milimetricamente na cabeça do capitão, e o internacional Brasileiro faz o 2-0. Isto promete.

Ramires é uma autêntica gazela, fininho com drible curto, combina muito bem no lado direito com Ruben Amorim. Ruben Lima não conta com o apoio de Kazmierzack e vê-se grego para parar estes dois. Após uma combinação da ala direita, Ramires consegue o drible e é derrubado. Saviola olha para Cardozo e pergunta-lhe se este quer marcar, Cardozo diz que sim e os 40000 presentes gritam Cardozo, Cardozo, Cardozo. Eu digo para o meu irmão, vai marcar em geito, mas não, Cardozo defere uma autêntica bala, está feito o 3-0. Isto promete, viro-me para trás e comento com um senhor engravatado que nunca tinha visto na vida: "Hoje vai ser das antigas", acena-me como que concordando.

Aos 3-0 o Benfica jogava como se tivesse 0-0 aos 90 minutos, tal é a vontade, a pressão incutida sobre a defesa sadina. Dá gosto ver jogar este Benfica. E então aparece o momento alto da noite, El Mago, recupera a bola dá 3 toques sem deixar cair e ao 4º toque faz o 4-0, espectáculo, não caio em mim de contente, o Benfica joga imenso, é uma autêntica avalanche ofensiva.

Centro de Di Maria, Cardozo recebe mal, mas aparece Ramires a fazer o 5-0. Ainda não chegámos ao intervalo e já o Benfica vence 5-0. Não acredito, isto não é possível, já são vários os cumprimentos entre desconhecidos em todo o Estádio, o engravatado na fila de trás, dá-me palmadinhas nas costas. Os olhares entre os Benfiquistas são cúmplices e unânimes, já não há palavras para descrever o que acontece. Este Benfica pode ir muito longe...

Intervalo, não é normal o que se passa. Até tenho medo da 2ª parte...

15 minutos sem golos, Di Maria e Saviola já repartiram 2 oportunidades cada. Está para breve, e está mesmo. Canto de Aimar, cabeçada de Javi Garcia e Cardozo desvia para o golo. Está feito o sexto.

Sai Aimar para uma estrondosa ovação, acompanha-o Shaffer, depois de um jogo discreto mas com alguns rasgos de bom jogador. Entram dois portugueses, Coentrão e Peixoto. Peixoto faz um centro que com 0-0 levava assobiadela, mas com 6 está tudo bem. Tem crédito, que o aproveite...

Di Maria a rasgar e Cardozo finaliza, 7-0 na Luz. Ainda só tinha visto isto uma vez ao vivo, foi contra o Paços, nos meus tempos de faculdade, ia sozinho ao Estádio, sentado umas vezes nas escadas do Piso 0, outras nas cadeiras bem menos confortáveis. Lembro-me de golos de Anderson, JMP, Mantorras, Nuno Gomes e já não me recordo dos restantes, mas este é diferente, tem bem mais artistas e potencial...

E entra Nuno Gomes, quando foi o 7-0, tinha dito para colocar o Keirrison e tirar Cardozo, dava confiança a um se marcasse e o outro já tinha feito a sua parte. Coentrão centra e Nuno Gomes faz golaço de cabeça, comentei de seguida com o meu irmão, bem melhor que o do Liedson de ontem...

8-0, podemos ir embora, antes David Luiz e Quim oferecem um golo ao Setúbal.

Fim do jogo, ovação enorme, crime cometeram aqueles que abandonaram o jogo sem dar a devida ovação à equipa!
Queremos igual, não no resultado mas em todos os jogos que o Benfica realizar, a mesma garra, ambição e querer fazer sempre mais. Assim podemos ir longe, assim podemos ser campeões, assim podemos dizer que temos uma super-equipa!

Palavra final para Saviola, para mim o melhor em campo, a par de Aimar, ainda que sem o golo que tanto procurou. Aquela jogada em que dribla 3 elementos é fenomenal...

De volta...


Após ter mudado de casa para A Mesa Redonda, o Águia de Ouro está de volta.

Vou convidar mais alguns Benfiquistas para escreverem comigo, e vou reiniciar este projecto ainda com mais força. Desejo toda a sorte do Mundo ao meu antigo blog, mas não queria estar mais a ser o protagonista, deixando já que o trabalho está lançado, todo o projecto nas mãos dos restantes bloggers.

Sendo assim, recomeço o que comecei no dia 25 de Abril de 2007.

Vou mudar o design, acrescentar conteúdos de web 2.0. Mas manter a filosofia, defender o Benfica, atacar quando necessário, e festejar convosco todas as conquistas que o nosso Benfica tenha a partir de agora, que espero sejam muitas!

Vou tentar actualizar o mais possível, e manter o blog sempre com actividade!

Bem-vindos de volta e voltem sempre!

Suspenso!


Sempre que pertinente, serão actualizados os resultados do Campeonato Nacional de Blogues, onde o blogue Águia de Ouro, já passou à fase final da competição!

Post Fixo

Informo os caros visitantes, que escrevo com maior assiduidade no blog A Mesa Redonda, um blog de actualidade desportiva, com maior incidência nos 3 grandes.

A maior parte dos assuntos relativos ao Sport Lisboa e Benfica são tratados no mesmo, pelo que, clicando aqui, pode aceder ao mesmo.

No entanto não deixem de ir abaixo ver os novos conteúdos!

Boas Festas!

Carlos Martins: um estudo

Copiado daqui, mas desta vez achei por bem, colocar o texto:

O jogo foi o Benfica-Vitória de Setúbal, do passado fim-de-semana; o espécime em estudo, Carlos Martins. Antes da descrição dos lances e das conclusões, dizer que terá sido dos jogos menos positivos de Carlos Martins, o que em parte se deveu à falta de apoios perto de si.

1 minuto: Mau passe. (Saída de jogo para o Benfica e Martins, como consequência de um lance estudado, tenta lançar em profundidade um dos avançados do Benfica; o passe é interceptado.)

1 minuto: Boa opção. (Sofre falta no grande círculo a tentar proteger a bola.)

1 minuto: Boa opção. (Apertado, roda e joga de frente no apoio.)

2 minutos: Boa opção. (Passe curto a solicitar Jorge Ribeiro)

2 minutos: Boa opção. (No seguimento da jogada, entrega a bola, num passe curto, para Reyes e este cruza.)

2 minutos: Boa opção. (A bola sobra novamente para Martins, que por sua vez faz um passe vertical para Cardozo, que se encontra a entrada da área.)

3 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a posse de bola.)

4 minutos: Bate canto. (Canto tenso, ao segundo poste; Cardozo por pouco não consegue cabecear.)

5 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a posse de bola.)

6 minutos: Boa opção, embora arriscada. (Passe vertical para Reyes (opção arriscada).)

7 minutos: Mau passe. (Lançamento em profundidade a solicitar Suazo. A opção (tentava apanhar desprevenida a equipa do Vitória de Setúbal, visto que esta estava em transição ofensiva quando perdeu a possse de bola) era correcta, mas o passe saiu demasiado longo.)

8 minutos: Lance dividido. (Perde uma disputa pela bola.)

10 minutos: Boa opção. (Passe de primeira para o jogador que lhe estava a dar cobertura (apoio).)

10 minutos: Boa opção. (Tabela com Reyes e falta sofrida no seguimento da mesma jogada.)

11 minutos: Bate livre. (Bate livre curto, a meio do meio-campo ofensivo.)

14 minutos: Lance dividido. (Perde lance em bola dividida.)

14 minutos: Mau passe. (Passe transviado para Maxi Pereira.)

15 minutos: Mau passe. (Passe transviado.)

15 minutos: Participação na recuperação de bola. (Participa de forma decisiva na recuperação da posse de bola, pressiona o adversário de forma a que a bola sobre para Reyes.)

16 minutos: Bate livre. (Livre directo frontal de meia-distância; obriga Pedro Alves a defesa apertada.)

17 minutos: Bate canto. (Deste canto resulta jogada de perigo para a baliza sadina.)

20 minutos: Boa opção. (Passe vertical para Suazo.)

21 minutos: Boa opção. (Passe lateral a solicitar Katsouranis.)

23 minutos: Faz falta. (Falta cometida a meio-campo, com o intuito de parar o contra-ataque adversário.)

23 minutos: Mau passe. (Boa opção no passe para Suazo, mas este é interceptado.)

24 minutos: Remate. (Remate à entrada da area, defesa apertada de Pedro alves.)

26 minutos: Boa opção. (Passe atrasado para Miguel Vítor.)

27 minutos: Boa opção. (Passe lateral a solicitar Maxi Pereira.)

29 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a bola.,)

29 minutos: Boa opção. (Dribla adversário e faz passe vertical para Cardozo.)

30 minutos: Bate livre. (Livre lateral, batido de forma tensa; obriga Perdo Alves a socar a bola.)

31 minutos: Bate canto. (A defesa sadina corta sem dificuldade.)

32 minutos: Boa opção. (Envolvimento com Amorim. No seguimento da jogada proporciona cruzamento a Amorim com um toque de calcanhar.)

33 minutos: Boa opção. (Passe lateral para Maxi Pereira.)

33 minutos: Mau passe. (Passe transviado.)

34 minutos: Mau passe. (Passe precipitado, sem olhar. No entanto não possuia apoios e a bola vinha pelo ar, pelo que se torna injusto crucificá-lo por não ter arriscado ficar com ela.)

40 minutos: Perda de bola. (Tentou desenvencilhar-se de um adversário, mas não conseguiu.)

43 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a bola.)

43 minutos: Má opção. (Apesar de ter acabado de recuperar a bola, precipita-se e perde-a novamente.)

45 minutos: Remate. (Remate à entrada da àrea, bate num adversário, e ganha canto.)

46 minutos: Bate canto. (Sem perigo.)

Primeira parte em que o benfica demonstrou grandes dificuldades, quer no processo ofensivo (vivendo sobretudo de movimentos individuais dos seus jogadores). No processo defensivo, revelaram dificuldades, consentindo muito espaço entre linhas.

46 minutos: Boa opção. (Passe lateral para Maxi Pereira.)

47 minutos: Boa opção. (Passe atrasado para Miguel Vitor.)

48 minutos: Boa opção. (Passe lateral para Jorge Ribeiro.)

49 minutos: Boa opção. (Tabela com Maxi; no seguimento deste lance, o uruguaio sofre falta.)

49 minutos: Bate livre. (Bate tenso ao primeiro poste; Katsouranis não consegue desviar com sucesso.)

54 minutos: Perda de bola. (Perde a posse de bola ao tentar desembaraçar-se de um adversário.)

54 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a bola e entrega curto.)

56 minutos: Boa opção. (Passe lateral para Jorge Ribeiro.)

56 minutos: Boa opção. (Na sequênca da jogada, tabela com Reyes.)

56 minutos: Boa opção. (Passe atrasado para Miguel Vítor.)

57 minutos: Cruzamento. (Cruzamento interceptado por defesa sadino.)

58 minutos: Sofre falta. (Sofre falta na zona de meio-campo.)

61 minutos: Faz Falta. (Falta inteligente.)

64 minutos: Recuperação de bola. (Recupera a bola.)

64 minutos: Má opção. (Na sequência da jogada, perde a bola.)


Coloquei em negrito aquilo que de negativo Carlos Martins fez. Vamos às conclusões:

1) 55 acções durante o tempo em que esteve em campo; 44 acções positivas; 80% de acções positivas.
2) Em 35 lances com a bola nos pés e com condições para fazer algo (exclui-se, portanto, os lances de bola parada ou as disputas de bola, ou os lances em que procura recuperar a bola, ou os lances em que não tem a bola totalmente dominada), teve 25 boas acções contra 10 más acções; 71% de boas acções.
3) Destas 10 más acções, só 4 foram resultado de más opções, sendo que as restantes 6 foram más execuções.
4) Embora destas 4 más opções tenham resultado 4 perdas de bola, Carlos Martins recuperou 6 bolas e participou activamente, pelo menos, em mais uma, que acabou por sobrar para Reyes. Se o índice de perdas de bola não é tão baixo quanto desejável, já as recuperações confirmam, de certo modo, além da entrega ao jogo (também confirmada pelas estatísticas oficiais, segundo as quais foi dos jogadores que mais correu) uma clara capacidade de se integrar em processos defensivos, desmentindo outra coisa que também, muitas vezes, lhe é apontada.
5) Efectuou 21 passes correctos contra 9 passes errados; 70% de passes acertados. Tem sido dito que Carlos Martins não lateraliza e não joga para trás, com segurança, preferindo invariavelmente solicitar os companheiros da frente e querendo sistematicamente fazer o último passe, mas a verdade é que, destes 30 passes, 22 foram para trás, para o lado, ou passes curtos, quer em tabelas, quer de segurança relativamente alta, e só 8 foram passes em progressão, sendo que 5 deles foram passes verticais, rasteiros, cujo grau de risco é pouco elevado. Ainda assim, contando apenas os primeiros, temos que Carlos Martins fez 73% de passes de baixo risco, o que invalida, de certo modo, a teoria de que perde demasiadas bolas tentando fazer coisas que não são para ele, assim como prejudica os ataques da equipa querendo saltar etapas.
6) Raramente recorreu ao drible, usando-o, ainda assim, só em último caso, tendo sido bem sucedido 1 vez e mal sucedido 2 vezes.
7) Sofreu 3 faltas e cometeu 2.
8) Fez 3 remates, sendo que um deles foi de livre.
9) Foi dos jogadores que mais se preocupou em dar apoios perto dos seus colegas, respeitando não só o colega que tinha a bola como o princípio da posse de bola como nenhum outro, tentando ao máximo atenuar a falta de ligação entre sectores, bem como a distância larga entre elementos. Esteve muito bem, neste aspecto, revelando uma cultura táctica e uma noção das necessidades ofensivas da sua equipa bem acima da média.
10) Dizer ainda que, apesar de não possuir dados estatísticos que o comprovem, leva-me a intuição a afirmar que Ruben Amorim, o tal jogador que tem sido tão elogiado (e com razão) pela forma como equilibra a equipa à direita, perdeu, neste encontro, mais bolas que Carlos Martins, tomando igualmente mais vezes a opção errada. Tendo em conta que a distinção que tem sido feita entre os dois é que Ruben Amorim, ao contrário de Carlos Martins, confere mais segurança aos processos da equipa e não arrisca tanto, este dado não deixa de ser curioso.