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Debate da Nação ...

Vinha no carro a ouvir o Debate da Nação hoje realizado na Assembleia da República e pude constatar que apesar de ainda haver bastantes coisas a realizar...

- O Governo tem feito bastantes reformas e situações para mudar o rumo, a rota e o ritmo da situação actual

- A oposição à direita precisa neste momento das férias que se seguem, para internamente se organizarem e depois sim, fazerem uma oposição sólida e concreta ao governo

- O PCP pode e deve ser um pouco mais conscendente no seu discurso e por vezes reconhecer, como por exemplo nos acordãos de coesão social, que nem tudo vai mal e que nunca são tomadas medidas para uma maior convergência a nível sócio-económico entre as classes sociais

- Aguiar Branco prepara-se para anunciar a candidatura à liderança do PSD, a forma como se manifestou no debate indica isso mesmo, e o concordar com s descrição feita por José Sócrates ao estado actual da direita e o não aplaudir uma única vez o seu líder partidário, demonstra isso mesmo

- As medidas anunciadas de apoio às famílias e à natalidade são um bom lançamento para uma recuperação em termos de natalidade e crescimento demográfico, mas para isso é preciso uma correcta e justa implementação das mesmas

- O Governo pode não só falar das reformas e mudanças estruturais que tem realizado, e reconhecer que há situações que têm que ser urgentemente rectificadas e que ainda há muito caminho a percorrer até chegar à tão esperada convergência económica

Câmara Municipal de Lisboa: Eleições

Como prometi, venho aqui fazer a minha análise quanto a vencedores e derrotados das eleições intercalares à Câmara Municipal de Lisboa.
Antes de mais, estas foram umas eleições atípicas, logo pelo facto de serem intercalares, depois pelo número exagerado de candidatos e por último pela percentagem enorme de abstenção.

Vou começar primeiro por aqueles que na minha opinião nem foram derrotados nem saíram vencedores:


José Sá Fernandes e o Bloco de Esquerda, apesar da sua campanha de justiceiro, não conseguiu aumentar a votação do "seu" Bloco de Esquerda, elegendo da sua lista apenas um vereador.


Rubén de Carvalho e a CDU, tal e qual como o seu colega de vereação, Ruben de Carvalho manteve a sua posição e a CDU confirma-se como a 3ª força partidária de Lisboa (e vou dizê-lo do país).


Fernando Negrão, na minha opinião fez uma campanha leal sempre com o fantasma da gestão desastrosa do PSD no mandato que findou e não sendo uma figura de proa do partido apenas tinha que perder o menos possível, fez o melhor que pôde e quando assim é, a mais não se é obrigado.
Agora os derrotados:


Marques Mendes e o PSD, o 2º maior partido do País, conseguiu ficar atrás de um independente numa votação para a maior câmara municipal do País. O seu líder, Marques Mendes, insistiu no cartão vermelho ao governo e agora tinha que assumir que o governo (segundo ele) teve um voto de confiança.


Telmo Correia, Paulo Portas e o CDS-PP, as demissões de Telmo Correia de todos os lugares partidários que ocupava e a marcação de um Conselho Nacional Extraordinário mostram que ambos reconhecem o desastre que foi esta votação para o partido. Paulo Portas pode tirar como ilação principal que já não é o político bem visto de há uns anos atrás e que agora nada mais pode dar ao partido.


Jerónimo de Sousa, e coloco apenas o líder e não o partido que dirige, porque Jerónimo de Sousa ainda não conseguiu distinguir eleições autárquicas de legislativas e que não era o governo que estava a ser julgado, mas sim a Câmara de Lisboa que tinha o seu destino a ser decidido. A cassete do PCP já está gasta e uma renovação exigia-se.

"The last, but not the least", os vencedores:


Carmona Rodrigues e Helena Roseta, os dois candidatos independentes fizeram um trabalho notável e os resultados obtidos por ambos vêm premiar uma campanha com muito trabalho. Carmona conseguiu ficar à frente do seu partido, e Helena Roseta consegue eleger dois deputados o que foi muito bom para ambos.


António Costa e o PS: à partida era certa a vitória de António Costa nestas eleições e os resultados só vieram confirmar o que se esperava, a maioria absoluta era impensável perante o número de candidatos existentes, agora António Costa tem que saber gerir sem alianças os destinos da Câmara Municipal e aproveitar cada um dos eleitos à câmara, para todos juntos por um objectivo, que é Lisboa, fazerem uma gestão correcta e eficaz dos destinos municipais.

Extras:

Uma palavra para a abstenção, os políticos devem pensar que a enorme abstenção que se verificou é apenas e só devido à sua acção enquanto políticos. A imagem dos políticos em geral é negativa e apenas uma mudança de atitude da classe poderia mudar a opinião pública sobre eles.

Não ponho o Governo nem José Sócrates na minha análise, porque as eleições nada têm a ver com legislativas e quem pensava que podia fazer a sua campanha por aí teve a resposta.

Câmara de Lisboa ...

Quando entramos na recta final da campanha eleitoral, é natural que António Costa e a sua candidatura sejam o alvo de todos os ataques por parte dos outros candidatos à CML, nesta altura.
Se por um lado já todos se resignaram à única candidatura com mentalidade vencedora, por outro paira o fantasma de uma maioria que deixava os socialistas governantes únicos do Munícipio e isso é que todos querem evitar.
O número exagerado (será?) de candidatos inviabiliza qualquer maioria, mas António Costa e a máquina partidária têm bem presente a necessidade de uma Câmara governável, vamos ver o que os últimos dias de campanha nos reservam!

António Costa: a escolha lógica e correcta!

O Partido Socialista jogou sem dúvida a sua melhor carta para a candidatura à Presidência da Câmara de Lisboa.
O que estava em causa não era apenas o Partido Socialista em Lisboa, mas fundamentalmente o rumo que o PS queria para Lisboa, e a escolha inequívoca do número dois da actual legislatura para assumir o desafio.
António Costa tem um currículo que fala por si, sendo deputado desde 1991, foi vice-presidente do Parlamento Europeu, até ter assumido a pasta da Administração Interna e da Presidência na actual legislatura.

O meu desejo e convicção é que os Lisboetas escolham para a autarquia quem lhe poderá garantir um futuro mais risonho, que lhes garanta uma gestão económico-financeira equilibrada e eficaz, o que vai permitir um desenvolvimento sustentado de todos os quadrantes da vida lisboeta.
E a única pessoa que poderá garantir isso mesmo, é António Costa, juntamente com uma equipa com grandes valores e que apresente solidez.



Fonte: partido-socialista.net