Chegou ao fim a
Superliga 2006/07, tendo este ano a novidade de apenas ter 30 jornadas, com a redução do número de clubes para 16.
Tudo começou com o fantasma do caso Mateus, com o
Benfica a ser o principal prejudicado ao ter estado parado quase um mês sem competição, isto depois de ter começado mais cedo devido à pré-eliminatória da Champions League. E quando retomou a competição perdeu 3 pontos, com 3 golos sem resposta frente ao Boavista. Coincidência ou não, estes 3 pontos davam o título ao
Sport Lisboa e Benfica. Mas não se pode saber como teria sido, se a justiça desportiva tivesse sido bem mais célere ...
Continuando ...
O
FC Porto venceu a
Superliga, com o
professor Jesualdo Ferreira a adiar para a última jornada a decisão do título, quando chegou a ter 11 pontos de avanço sobre os perseguidores. Para a história vai ficar um campeonato acima do normal de
Ricardo Quaresma, o que o levou à titularidade na
Selecção Nacional (ainda que tenha tido a ajuda de
Simão ter estado castigado).
Pepe que despertou (segundo os jornais) o interesse de grandes clubes europeus e de
Lucho González, embora com alguma inconsistência de exibições, foi sempre o maestro do meio campo
azul e branco. Foram estes, para mim, os líderes da equipa
portista que chegou ao título com mais ou menos justiça.
O
Sporting Clube de Portugal consegue também um lugar de acesso directo à Liga dos Campeões, com o 2º lugar que conseguiu.
Paulo Bento demonstrou ser um exemplo de liderança firme e disciplinadora, o que vem de acordo à forma de estar em campo enquanto jogador, e afirmou-se como um dos grandes treinadores portugueses da actualidade e com certeza de um futuro próximo. Uma equipa maioritariamente jovem, formada nas camadas jovens leoninas, conseguiu ter uma performance de resultados muito boa, aliada a uma ponta final de exibições bastante consistentes. Passadas 30 jornadas, o
Sporting é um justo 2º classificado, porque os números assim o afirmam.
O
Sport Lisboa e Benfica levou com o Processo Mateus em cima, o que poderá ter condicionado o seu primeiro jogo, e três pontos que podiam valer o título. Fazendo o balanço da época da equipa de Fernando Santos, e analisando todas as condicionantes, desde o castigo a
Nuno Assis (um jogador que estava a fazer uma época fantástica), e as lesões de
Nuno Gomes, Miccoli, Luisão, Quim, Simão, Rui Costa entre outros, condicionaram e muito a equipa encarnada. Após a derrota em Braga, e as palavras duras de
Luís Filipe Vieira, o
Benfica tornou-se uma equipa bastante mais segura, sem daí para cá averbar qualquer derrota. Além disso, o desgaste de uma Taça Uefa e antes Liga dos Campeões, causaram alguma quebra física nos homens da
Luz. Pelo que, reservo-me o direito de considerar uma época positiva, e que o 3º lugar a 2 pontos do campeão, não mancha uma carreira que os homens de
Fernando Santos fizeram para que fosse melhor, e que tivesse títulos no fim da época.
Em suma, qualquer dos três grandes que se sagrasse campeão, e pela diferença pontual, era bem possível ter sido qualquer um a sê-lo, teria sido um justo campeão!
A Europa fica reservada para
Sporting de Braga, Belenenses e o estreante
Paços de Ferreira, com
Leiria e
Nacional à espreita da Intertoto.
No fim da tabela, a fava calhou ao
Desportivo das Aves e ao
Beira-Mar, que discutiram até à última com o
Setúbal a permanência no escalão principal do futebol português.
Sendo assim, parabéns aos campeões, alento aos derrotados (sem o serem), e uma análise mais detalhada a todas as equipas será feita mais à frente (pois o defeso deixa margem de manobra para todas as análises).



Fonte: uefa.com