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Parabéns!

O dia em que o rei faz anos, é hoje!


Parabéns Eusébio!

Vender ou não vender?

Quando Luís Filipe Vieira assumiu por várias vezes, que qualquer venda neste defeso, estava dependente do pagamento integral da cláusula de rescisão dos jogadores, com excepção de um, que podia sair por valores inferiores à cláusula de rescisão (penso que Cardozo), colocou-se a si próprio numa situação de risco...

Penso eu que o Benfica deve manter as suas pérolas maiores no plantel de Jorge Jesus, mantendo as ambições intactas de revalidar o título nacional na próxima época, se bem que vendas de Di Maria por 40 milhões, David Luiz por outros 40 milhões, Cardozo por 30/35 milhões ou Fábio Coentrão por 25 milhões de euros, seriam valores irrecusáveis pelo Benfica (onde apenas Di Maria sairia pelos valores da cláusula).

A ser verdade que Di Maria sairá por valores inferiores aos 40 M€ da cláusula, coloca claramente o presidente do Benfica numa situação desconfortável, pelo que a máxima de que "o que hoje é verdade amanhã é mentira" não deve ser premissa de quem defender o SLB diariamente.

Ontem, verificou-se um encaixe financeiro considerável, com a alienação parcial dos passes de Ramires, Kardec e Airton (aqui e aqui), se bem que hipoteca verbas futuras...Não sei se será a melhor solução, a antecipação de receitas, mas creio que Domingos Soares de Oliveira saberá o que faz...



E hoje que Portugal leve de vencida a Coreia do Norte, mas Eusébio meus amigos, só há um...

Parabéns!

Num dia importante para a história do Benfica, com a organização do jogo contra a pobreza, é também um dia feliz para o Rei Eusébio, que festeja hoje mais um aniversário, o seu 68º.

Desde já, o Águia de Ouro, endereça os parabéns ao Rei, e também pede uma prenda para o "Pantera Negra":

O Onze da Década

Caros Leitores e Visitantes,

Antes de mais, quero desejar-vos em meu nome, e do João Guerra, um Feliz Ano Novo!

Este post é informativo, e vai definir qual o onze da década 2000-2009, para o blog Águia de Ouro.

Estão para votação uma selecção de jogadores que representaram o Benfica nos últimos dez anos, e todas as posições estão para votação, sendo anunciado o onze base mais os cinco suplentes no dia 15 de Fevereiro.

Aqui fica a lista dos nomeados, boas votações!

Guarda-Redes

Enke
Moreira
Quim
Moretto
Butt

Defesa Direito

Miguel
João Pereira
Alcides
Nélson
Luis Filipe
Maxi Pereira

Defesa Esquerdo

Fyssas
Dos Santos
Léo
Miguelito
César Peixoto

Defesa Central

Marchena
Fernando Meira
Ricardo Rocha
Luisão
Argel
Anderson
David Luiz
Edcarlos
Miguel Vitor
Sidnei

Médio Defensivo

Anders Andersson
Fernando Aguiar
Tiago
Petit
Manuel Fernandes
Katsouranis
Beto
Yebda
Javi Garcia

Médio Direito

Poborsky
Geovanni
Urreta
Balboa
Ramires

Médio Esquerdo

Drulovic
Simão
Laurent Robert
Di Maria
Cristián Rodriguez
Fábio Coentrão
Reyes

Médio Atacante

Nuno Assis
Sabry
Zahovic
Karagounis
Rui Costa
Pablo Aimar
Carlos Martins

Avançados (a escolher 2)

Van Hooijdonk
Mantorras
João Tomás
Nuno Gomes
Miccoli
Kikin Fonseca
Oscar Cardozo
Makukula
David Suazo
Javier Saviola

Treinador

Jupp Heynckes
José Mourinho
Toni
Jesualdo Ferreira
José Antonio Camacho
Giovanni Trapattoni
Ronald Koeman
Fernando Santos
Quique Flores
Jorge Jesus

Lendas da Selecção (Final)

Para encerrar este espaço das Lendas da Selecção, que na totalidade pode ser consultado no site da FPF, a maior lenda do futebol português de todos os tempos!

O Rei Eusébio!

Eusébio - A imensidão de um nome (©FPF)


EUSÉBIO 1942-…
A imensidão de um nome

Nome: Eusébio da Silva Ferreira
Data de nascimento: 25-1-1942
Naturalidade: Lourenço Marques, Moçambique
Posição: avançado
Clubes principais: Benfica
Jogos pela Selecção Nacional: 64/41 golos
Estreia: 8-10-1961, no Luxemburgo, frente ao Luxemburgo (2-4)
Último jogo: 13-10-1973, em Lisboa, frente à Bulgária (2-2)

A importância de Eusébio na história da Selecção Nacional e de todo o futebol português é tão grande que se torna impossível reproduzi-la em meia dúzia de linhas ou, até, em meia dúzia de livros. Pode dizer-se, sem risco de exagero, que há, em Portugal, um futebol-pré-Eusébio e um futebol-pós-Eusébio. Desde que chegou a Lisboa e ao Benfica, vindo do seu bairro da Mafalala, em Lourenço Marques, e do Sporting de Lourenço Marques, envolto na confusão que foi a luta pela sua assinatura entre Benfica e Sporting – que o obrigou a seis meses de espera para começar a jogar na Metrópole -, Eusébio estava destinado a ser a figura maior não apenas do futebol, como, até, da sociedade portuguesa. A dimensão do seu nome ultrapassou fronteiras e línguas. E, em muitos lugares do Mundo, Eusébio e Portugal tornaram-se um sinónimo.

O seu estilo foi único e inconfundível. Os seus arranques devastadores com a bola controlada, os seus remates certeiros e de potência inaudita, os seus dribles em progressão que deixavam um, dois, três, quatro e cinco adversários para trás, como aconteceu no famoso jogo contra a Coreia do Norte, nos quartos de final do Mundial de 1966. Eusébio não se descreve: só vendo. E os números da sua carreira extraordinária falam por si: 15 épocas com o Benfica, 11 vezes campeão nacional, 5 vitórias na Taça de Portugal, 313 jogos efectuados na I Divisão, 320 golos marcados, 7 vezes melhor marcador do campeonato, 75 jogos nas taças europeias com 57 golos marcados, 41 golos marcados pela Selecção Nacional em 64 jogos…

À esquerda: Eusébio chora eliminação frente à Inglaterra no Mundial de 66
Ao centro: Eusébio representa a Equipa da Fifa em 1963
À direita: O sorriso da "Pantera" no encontro com o "Pássaro Negro", no jogo da conquista do bronze. (©FPF)

Figura maior do Benfica e de Portugal, Eusébio é, ainda hoje, trinta anos após o final da sua carreira, reconhecido e acarinhado onde quer que vá. Atingiu o gólgota dos mitos eternos do desporto mundial a um nível onde só uma restrita minoria foi capaz de chegar. A sua estreia na Selecção Nacional, em 1961, foi triste, no entanto. Apanhando a campanha de apuramento para o Mundial de 62 a meio, Eusébio vestiria pela primeira vez a camisola das quinas no Luxemburgo, pela mão do Seleccionador Nacional Fernando Peyroteo, num encontro que ficaria como um dos mais humilhantes do futebol português: derrota por 2-4. Apesar do golo marcado e da exibição positiva, o sonho do Mundial desfez-se. E o encontro derradeiro, em Wembley, frente à Inglaterra (0-2), serviu apenas para lançar nas ilhas britânicas a semente de uma adoração que se prolongaria para sempre.

«Pantera Negra», chamou-lhe um jornalista inglês, fascinado com o poder elástico de Eusébio. Os golos por Portugal brotaram com facilidade da mesma fonte de que iam brotando os que Eusébio marcava pelo Benfica. E o ritmo é impressionante: ao fim de 24 «internacionalizações» já leva 17 golos e transforma-se no melhor goleador de todos os tempos da Selecção Nacional. Chegaria aos 41 ao fim de 64 encontros, recorde que só seria batido, por Pauleta, trinta e dois anos após o seu último jogo pela «equipa de todos nós».

Eusébio em acção no jogo com o Brasil do Campeonato do Mundo de 66 (©FPF)

Eusébio foi a grande estrela do Campeonato do Mundo de 1966. Foi tão espectacular que ofuscou Pelé. O Mundo rendeu-se à sua classe e teceu hinos ao seu jogo entusiasmante, os convites milionários chegaram à Luz em catadupa, mas os «encarnados» recusaram-se sempre a libertar a sua maior bandeira. Melhor marcador da prova, com 9 golos, chorou como um menino depois da meia-final contra a Inglaterra (1-2) que afastou Portugal da final e dessa imagem fagueira de poder tornar-se Campeão do Mundo. Foi profundamente injusto que Eusébio não tenha voltado a estar presente na fase final de uma grande competição. A saga dos «Magriços» não teria repetição, se exceptuarmos aquele alegre Verão da Minicopa, vivido no Brasil, em 1972. Durante anos e anos, os adeptos portugueses chorariam por Eusébio. Muitos deles ainda choram.

Eusébio chora a eliminação frente à equipa anfitriã, a Inglaterra no Mundial de 66 (©FPF)

O final da sua carreira, no Benfica, também não teve a dignidade que a dimensão de Eusébio merecia. Massacrado por seis operações ao joelho esquerdo, foi espaçando as suas demonstrações de poder físico, embora mantivesse sempre a classe incomparável e o seu estatuto de melhor jogador português de todos os tempos. Jogou nos Estados Unidos e no México, voltou a ser campeão, passeou-se pela América do Norte no tempo em que era aí o eldorado de todos os grandes jogadores em final de carreira. No intervalos dos campeonatos americanos, vestiu a camisola do Beira-Mar e do União de Tomar. Foi adjunto de Sven-Göran Eriksson, na equipa técnica do Benfica, e assumiu, finalmente, o cargo de grande embaixador do clube da águia. E também da Selecção Nacional, estando sempre presente nos jogos decisivos de Portugal.


Após a brilhante participação no Mundial 66, Eusébio e a restante comitiva nacional foram recebidos em euforia na baixa de Lisboa (©FPF)


E para culminar nada melhor do que as imagens do que melhor sabia fazer ...

O Rei faz anos!

Não sabia desta coincidência, mas ao entrar no site do Benfica, logo constatei!
No mesmo dia em que Féher nos deixou, no mesmo dia de um outro ano, apareceu o Rei!
O Rei Eusébio pois claro!
Faz hoje 66 anos, ele que em 66 brilhou e muito no Mundial que devia ter sido nosso, não fosse pois claro, o "sistema"!

Parabéns Eusébio!