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Jornalistas Sporttv apanhados a conversar em Off - Benfica vs Sunderland

Comigo nunca mais comentavam jogos do Benfica, além de levarem uma acção judicial em cima...






«Benfica pode enxovalhar qualquer adversário» – Manuel Fernandes

«Benfica pode enxovalhar qualquer adversário» – Manuel Fernandes

Manuel Fernandes (foto ASF)

Por Redacção

O treinador do V. Setúbal, Manuel Fernandes, não hesita em eleger o Benfica como «a equipa mais forte» da Liga e reconhece que os encarnados podem «enxovalhar qualquer adversário».

«Analiso as equipas pela sua regularidade e, nesse âmbito, o Benfica é a equipa mais forte do campeonato», disse o técnico sadino, na projecção ao jogo de sábado, no Bonfim, argumentando que os comandados de Jorge Jesus podem «enxovalhar qualquer adversário».

«O Benfica é sempre uma equipa com muitas opções e muito forte colectivamente. Não será de mais registar que a maior parte do mérito vai para o seu treinador», referiu.

Apesar de reconhecer o valor do adversário, Manuel Fernandes esclareceu que o V. Setúbal «não vai esperar que o Benfica ataque permanentemente». «Teremos de ter confiança em nós e acreditar que podermos criar problemas ao reduto defensivo do Benfica. Não vou jogar com 11 jogadores atrás da linha do meio-campo», afiançou, anunciando ainda que não vai promover «a marcação em cima de nenhum jogador do Benfica».

Tudo vermelho após o Natal

Havia quem duvidasse? Havia, com certeza. Inclusive benfiquistas? Alguns benfiquistas. Não havia, também, excesso de triunfalismo do FC Porto? Claro que havia. E não tão pouco quanto isso.

Subtraído, por razões conhecidas, de algumas unidades nucleares e de opções de grande valimento, para mais obrigado a socorrer-se de jogadores com menor ritmo competitivo, nem por isso o Benfica deixou de justificar o triunfo perante o presumível principal opositor à conquista do cetro nacional.

Que dizer de Luisão e de David Luiz? Absolutamente imperiais. E Carlos Martins? Um desempenho generoso. Saviola? Sensacional. Cardozo? Utilitário. Urreta? Surpreendente. Todos em bom plano, com enorme sentido de entreajuda, capazes de intervirem no limite da dedicação. O guarda-redes Quim? Irrepreensível. Faltará muito para que se conclua que é, na atualidade, a melhor solução para o Mundial da África do Sul, certame a poucos meses de distância?

Quanto valeu esta justíssima vitória sobra o FC Porto? Para além de um Natal mais vermelho, a certeza de que este Benfica, mesmo amputado de algumas pedras, é superior ao seu adversário. Quer isto dizer que, caso impere a entrega, a inteligência, a competência, não será apenas o Natal a ser pintado em tons rubros. Quer isto dizer que, seguramente, assim vai ser também na primavera. A primavera que verá renascer um Benfica campeão.

Autor: LUÍS SEARA CARDOSO, gestor e ex-vice-presidente
Data: Quarta-Feira, 23 Dezembro de 2009 - 15:00

Aqui: Record

E eu subscrevo...


Recomendo...

Retirado daqui, tem piada e sentido:

OLÁ, EU CHAMO-ME JOÃO E GOSTO DE FUTEBOL João Miguel

Há um mês, escrevi um texto a criticar Luís Filipe Vieira e o Benfica por andarem nos corredores da UEFA de mão estendida, a mendigar um lugarzinho na Liga dos Campeões. Fui insultado por numerosos benfiquistas, que colocaram em causa a honra da minha pobre mãe, e erguido a herói pelos portistas, que elogiaram o brilhantismo da análise. Na semana passada, escrevi um texto a criticar a SAD do Porto pela vergonhosa reacção ao parecer de Freitas do Amaral sobre a última reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. Fui insultado por portistas, que me recomendaram a prática de várias actividades sexuais contranatura, e colocado nos altares pelos benfiquistas, que me elogiaram a coragem e temeram pelo meu futuro no Diário de Notícias (que eles acreditam estar malvadamente controlado pelo Futebol Clube do Porto, vá-se lá saber porquê).Estas opiniões cruzadas e os insultos tão prontos a usar fizeram com que eu me sentisse uma espécie de Rui Santos da Avenida da Liberdade, esse grande comentador transversalmente odiado por todas as claques, com a vantagem significativa de ainda não ter sido visitado por encapuzados com vontade de me partirem as pernas. Mas fiquei a saber o que é ser atingido em força por essa doença para a qual tarda a ser encontrada vacina: a clubite aguda. O principal sintoma da clubite é este: estamos a conversar com uma pessoa aparentemente normal, com um discurso fluente e articulado, e quando o tema muda para "bola" os estores do seu pensamento fecham-se com estrondo. Nos casos mais graves, pode mesmo começar a pingar baba de um dos cantos da boca. O adepto que sofre de clubite deita para fora da janela todas as conquistas intelectuais dos últimos três mil anos: a lógica, o bom-senso, o uso da razão, a ética, o confronto civilizado de opostos - de certa forma, é um regresso às cavernas, com as opiniões dos adversários arrastadas pelos cabelos. A Organização Mundial da Saúde deveria tomar uma posição sobre este assunto. É que a clubite não afecta apenas os pobres de espírito, os amantes do casamento entre a bifana e a imperial e os admiradores da águia Vitória: há muito comentador respeitável, habitualmente equilibrado em conversas sobre o preço do petróleo, que quando se põe a falar de futebol entra em paragem cerebral. Alguém deveria fundar uma Associação de Clubíticos Anónimos, onde as pessoas entravam e diriam: "Olá, eu chamo-me Miguel, sofro de clubite portista e há nove dias que não insulto o professor Freitas do Amaral." Assim, pelo menos, eu teria uma morada e um número de telefone para fornecer sempre que recebo mails de pessoas que estão manifestamente a precisar de acompanhamento profissional. É que quando se descobre que gostar de um clube e raciocinar não são actividades incompatíveis, o mundo ganha logo uma outra cor.

Jornaleiros!

Roubado daqui.

Bem interessante e a completar alguns dos meus anteriores posts.

Porque, às vezes, também sabe dizer umas coisas sérias… aqui deixo-vos a crónica de hoje do Ricardo Araújo Pereira no jornal A BOLA.

Há coincidências engraçadas. O leitor que siga, se puder, esta extraordinária sequência de acontecimentos:

1 A direcção do Benfica convocou uma assembleia geral para pedir aos sócios que aprovassem a criação do Canal Benfica.

2 O Canal Benfica pretenderá, naturalmente, transmitir os jogos do Benfica.

2 e meio Como é do conhecimento comum, os jogos do Benfica são a única coisa que realmente interessa ver na televisão.

3 O principal prejudicado com a criação do Canal Benfica será a Sport TV, que perde a única coisa que realmente interessa ver na televisão (ver ponto 2 e meio).

4 No dia da assembleia geral, três jornais (Diário de Notícias, O Jogo e Jornal de Notícias) publicaram, em manchete, uma notícia segundo a qual o Benfica iria perder 6 pontos por ordem da FIFA, e arriscaria descer de divisão porque a direcção (a mesma que queria criar o Canal Benfica) teria tido a incompetência de não recorrer de um castigo — e todos sabemos, desde há uns meses, que não recorrer de castigos é sinal de incompetência.

5 Por uma daquelas coincidências incríveis, todos os jornais (Diário de Notícias, O Jogo e Jornal de Notícias) que publicaram a notícia pertencem ao mesmo grupo empresarial que detém a Sport TV (ver, com redobrado interesse, o ponto 3).

6 A notícia, por uma daquelas coincidências incríveis, era falsa.

7 Dos três jornais que deram a notícia (Diário de Notícias, O Jogo e Jornal de Notícias), só um contactou (Diário de Notícias) o Benfica para fazer aquilo a que se chama, em jornalismo, trabalho decente.

8 Tendo o Benfica desmentido, com documentos, a notícia, o jornal em causa (Diário de Notícias) ficou com uma não-notícia em mãos, o que não impediu o jornal de fazer manchete.

9 Por uma daquelas coincidências incríveis, os jornais que não contactaram o Benfica são do Porto.

10 No Jornal de Notícias, os jornalistas (digamos assim) Nuno Amaral e Vítor Santos escreveram: «O Benfica vai perder seis dos 52 pontos conquistados na edição de 2007/08 da Liga portuguesa. O castigo aplicado pela FIFA ao clube da Luz (…) é irreversível.» Não é «poderá perder» ou «está em risco de perder». O que se diz é que a decisão está tomada e é irreversível. Talvez seja bom voltarmos a ver o ponto 6.

Fora!

É vergonhoso o que o presidente do FC Porto diz, bem como todos o que o defendem.
Mas alguém acredita que o FCP não é um clube corrupto, mas o sr.Pinto da Costa vive num mundo de fantasia ou de amnésia, onde pensa que faz o que quer e bem lhe apetece e não é punido?

Será que os adeptos do FCP são todos analfabetos e apenas dizem "amén" ao que o presidente do FCP diz? Não têm o mínimo de neurónios para pensar por si próprios?

Eu como sócio do Benfica, a primeira coisa que fazia era suspender de imediato as quotas do clube, enquanto um presidente do Benfica fizesse isso, e depois exigia uma assembleia-geral e apuramento dos principais culpados de tudo, que neste caso do FCP tem um rosto apenas!

Quando a perda dos 6 pontos lhe era benéfica não recorrem, considerando-se culpados e agora vêm acusar FPF e companhia, mas somos todos burros?

E o sr.Gilberto Madail agora age como se tivesse cometido uma injustiça, quer dizer o FCP é condenado internamente e a UEFA não aplica os seus regulamentos, que comédia.
Depois invoca-se equidade, o sr.Gilberto Madail deve mesmo praticar equidade no seu dia-a-dia, tou mesmo a vê-lo a almoçar em restaurantes luxuosos e a fumar charutos dos mais caros, rodeado de mendigos do Rossio, onde lhes paga o almoço e lhe oferece charutos.
Mais, o argumento de termos que ser tratados como Itália é de uma incrível estupidez, então a alínea 1.04 dos regulamentos da UEFA não foi criada para evitar isso mesmo? Não foi criada para não acontecerem casos como o do Milan? Por favor, sejamos sérios, alguém que diga isso que é do mais óbvio possível!
Há uma hipocrisia nos altos representantes do futebol português que brada aos céus!!

No meio disto tudo, vai-se safando Hermínio Loureiro, esse ao menos ainda não disse nada sobre a decisão da UEFA, calando-se dá a entender que a apoia!

E depois ainda vêm notícias nos jornais deste tipo: Jorge Costa perto do Olhanense, pois dado a proximidade do ex-jogador ao FC Porto, é mais fácil para o clube de Olhão ficar com jogadores cedidos pelo FCP? Este dirigismo de clube de bairro é horrível e não admira que os clubes estejam todos na falência, pois os dirigentes são tudo menos o que a palavra deveria dizer.

Eu também tenho a certeza sr. Pinto da Costa: o FCP não vai à Liga dos Campeões? Vai uma aposta?!

Hipocrisia!

Mas que raio de jornalismo és este!
O jornal OJogo online, sim porque dar dinheiro para o jornal de papel nunca o faço, consulto a versão online só para me dar conta de como o nosso jornalismo desportivo é muito tendencioso ( e veja-se o exemplo de Rui Cerqueira).

Ora os destaques da versão online, d'OJogo é a valorização das acções do Porto e a opinião de Figo sobre a selecção nacional.

No dia de hoje não ter como destaque a exclusão do FC Porto é um hipocrisia tremenda, eu percebo que a azia seja grande mas sejamos sérios!

A pura das verdades...

Este artigo da agência Lusa, espelha perfeitamente o que acontece na realidade, a comunicação social não corresponde à vontade dos leitores e isso leva-os a criar blogues e sites.
No que respeita ao desporto, e mais especificamente ao futebol é a pura das verdades, os jornais estão dominados pelo sistema, não trazendo a verdade desportiva aos leitores.

Aqui fica o artigo na íntegra:

Media: "Descontentamento com comunicação social leva á criação de blogues e sítios na internet" - Alfredo Maia

22 de Abril de 2008, 18:52

Guimarães, 22 Abr (Lusa) - A Internet permite a "democratização" da informação e elaboração de notícias sem intermediários afirmou hoje, em Guimarães, o presidente do Sindicato de Jornalistas (SJ).

"As pessoas não estão satisfeitas com a comunicação social de que dispõem e, por isso, criam os seus próprios meios de comunicação através da Internet", disse à Lusa Alfredo Maia.

O jornalista foi um dos convidados do fórum "Novas Plataformas Tecnológicas: Meios de Comunicação Social e Internet", organizado pelo projecto Vale do Ave Região Digital e pelo Gabinete de Imprensa de Guimarães.

"É como se estivéssemos a assistir à 'revolta dos escravos' onde, quem está insatisfeito, pode criar um blogue ou um sítio na Internet e fazer as suas notícias", sustentou o presidente do SJ.

O fórum, que decorre até quarta-feira no auditório do AvePark, na vila das Taipas, tem como objectivo saber como é que os órgãos de comunicação social se têm preparado para o "amadurecimento da Internet como principal concorrente, produtor e difusor de noticias".

Alfredo Maia apontou a Internet como sinónimo da "democratização do espaço público" e como "um novo paradigma de comunicação de massas".

"As novas tecnologias permitem a comunicação sem mediação, tendo por base uma única fonte e sem a imparcialidade necessária", salientou o jornalista.

O fenómeno dos blogues e dos sítios na Internet possuiu, segundo frisou, uma dimensão "incalculável".

"Há blogues que têm mais visitas que os sítios de muitos jornais considerados de referência", acrescentou.

O jornalismo, tal como agora o conhecemos, está, segundo Alfredo Maia, em vias de extinção.

"Os jornalistas vão produzir noticias em série para depois serem 'espalhadas' pelos vários órgãos de comunicação social de que determinado grupo editorial é proprietário", referiu.

EYM.

Lusa/Fim

Ora nem a propósito...

Aqui fica na íntegra um artigo do João Querido Manha no Correio da Manhã.
Eu não diria que são só 7, mas ...

05 Abril 2008 - 00h00

FC Porto

7 Pecados no El Dorado

Lucílio Baptista não se limitou a fechar os olhos à estalada de Quaresma a Rolando no domingo, na enésima infracção disciplinar passada sem julgamento de um jogador do FC Porto ao longo da temporada.

Tal como a agressão de Bruno Alves em Matosinhos e muitas outras nas jornadas anteriores, os árbitros, negligentes perante os excessos dos jogadores portistas, revelam uma insegurança inerente à falta de esclarecimento dos seus líderes perante a necessidade de demonstrarem absoluta independência relativamente a agentes acusados de corrupção, sem de algum modo porem em perigo o futuro, quando tudo acabar com a honrosa e dourada absolvição de toda a grande família do ‘sistema’.

Enquanto tem decorrido a fase instrutória do processo desportivo do ‘Apito Dourado’ assiste-se a um acomodamento progressivo da arbitragem ao domínio psicológico e jogo de influências que marcava o panorama desde meados dos anos 80, quando o FC Porto, através do braço armado da Associação de Futebol do Porto, tomou conta do Conselho de Arbitragem da FPF. O mesmo tipo de decisões normais e ‘lógicas’ em campo, favorecendo sistematicamente a equipa azul e branca, caracteriza este processo de rendição em que a maioria dos árbitros sobreviventes procura dar a saber que nunca hostilizará o clube dominante.

Só assim se explica o número anormalmente elevado de decisões a favorecer o FC Porto ao longo da temporada, raramente suscitando controvérsia e merecendo da Comunicação Social em geral a mesma indiferença cúmplice e a assunção de que tudo está bem quando acaba bem.

Uma percentagem anormalmente alta, de quase 20%, de golos irregulares é o sinal mais evidente desta nova ordem saída do processo ‘Apito Dourado’, que, longe de condenar o tráfico de influências generalizado há muitos anos, promete apenas reforçar o poder público dos ‘padrinhos’ deste sistema, depois de darem mais um ‘chito’ no sistema judicial e no Ministério Público, incapazes de provar a corrupção.

E, ao domínio técnico e futebolístico incontestável, o autêntico El Dorado portista em que se transformou a Liga, associa-se um colaboracionismo militante que redundou em pelo menos sete erros flagrantes que a opinião pública digeriu fleumaticamente, por não lhe parecer que estando sob alçada judicial e disciplinar os dirigentes do FC Porto pudessem continuar a dirigir a seu bel-prazer os meandros do jogo. Pelo contrário, esse poder é a demonstração do domínio absoluto e incontroverso, com um condicionamento psicológico que nenhuma corrupção declarada conseguiria fazer melhor.

Qualquer análise sumária dos números aponta à mesma conclusão. Desde que começaram os processos instrutórios nos tribunais, há cerca de dois anos, a equipa portista deixou de ser julgada com severidade em campo, com jogadores como Quaresma, Pepe, Pedro Emanuel, Cech e Bruno Alves a passarem ao lado de expulsões por faltas e agressões que os árbitros não tiveram coragem de punir disciplinarmente. Nestes dois anos, a equipa portista cometeu mais faltas em campo mas sofreu apenas duas expulsões, contra oito do Benfica e sete do Sporting. E as que acidentalmente ocorreram (Quaresma, Leiria, e Mariano, Académica) parecem ter assinado a ‘sentença de morte’ das carreiras dos árbitros, os imprudentes Elmano Santos e Cosme Machado.

UMA LIÇÃO DE ARBITRAGEM

Pedro Proença protagonizou o primeiro grande escândalo da época ao tomar uma decisão acertada que chocou milhares de adeptos (e não só) menos familiarizados com as regras do futebol no célebre livre indirecto dentro da grande área, no FC Porto-Sporting, de que veio a resultar o triunfo portista. O melhor árbitro português é dos poucos que mantêm uma aparente relação de superioridade com os agentes da bola, dando-se ao respeito dos tubarões e passando ao lado das pressões. Farão tudo para o manterem longe, porque reconhecem a dificuldade de desfrutar de julgamentos tendenciosos, ‘normais’ com a maioria dos árbitros politicamente correctos.

A ARTE DE FECHAR OS OLHOS

No recente Leixões-FC Porto, o árbitro que vem sendo apontado para um lugar de destaque nos próximos anos, Jorge Sousa, mostrou dominar já a capacidade para fazer carreira – a largueza de critérios no julgamento das jogadas intimidatórias e violentas da equipa do FC Porto. A agressão de Bruno Alves a Jorge Gonçalves, um dos lances mais violentos vistos num estádio português nos últimos anos, foi obliterada pelo seguro árbitro portuense, poupando-se a uma grande chatice e mostrando ter aprendido com o ‘fim’ da carreira de Elmano Santos, ditado pela ‘coragem’ de mostrar o cartão vermelho a Ricardo Quaresma há um ano. A impunidade dos jogadores do FC Porto explica o baixo índice de expulsões relativamente aos adversários desde que se iniciou o processo ‘Apito Dourado’.

SUSPENSÃO PECA POR TARDIA

O árbitro que tomava cafezinho em casa do presidente do FC Porto só agora foi suspenso pela Liga de Clubes e vai, finalmente, ficar impedido de continuar a influenciar negativamente a competição. Trata-se de uma decisão importante e lógica, que só peca por tardia, ao repor alguma igualdade de critérios entre todos os concorrentes.

Na realidade, Augusto Duarte já estava inibido de dirigir partidas dos três grandes, por opção unilateral da Comissão de Arbitragem, que constituía uma estranha diferença relativamente aos outros clubes.

O último jogo importante de Augusto Duarte tinha sido a fabricação do triunfo do FC Porto em Penafiel, há dois anos, quando assinalou um penálti inexistente sobre Ibson, e a partir daí foi cirurgicamente afastado das partidas dos três grandes. Mas foi sempre mantido no quadro e acabou por ser nomeado recentemente, pela Federação, para um jogo da Taça de Portugal envolvendo o Benfica, provocando uma reacção violenta do clube vítima das suas alegadas conspirações.

BRUNO PAIXÃO

Apesar da contrição oficialmente assumida perante Pôncio Monteiro, o árbitro detestado pelo FC Porto foi religiosamente mantido afastado dos jogos da equipa de Jesualdo Ferreira depois das queixinhas que se seguiram à derrota frente ao Sporting na Supertaça. Quando parecia ‘reabilitado’, ei-lo outra vez atirado para o índex e virtualmente vetado. A subserviência da Comissão de Arbitragem nota-se mais quando se repara que Paixão já foi nomeado para três jogos do Benfica, todos fora de casa.

PAULO PARATY

O árbitro odiado pelo Sporting e conotado com o rival da 2.ª Circular também já serviu para três partidas do Benfica mas foi religiosamente mantido afastado dos dragões, com quem tem um registo de quase 100% de vitórias. Como a última imagem é que perdura, despede-se como ‘aliado’ dos encarnados, não obstante o saldo de resultados bem menos favorável. Para quem tanto procurou agradar ao poder portista ao longo de 17 anos (14v-3e-1d), esta segregação assume o cariz de mal-agradecimento.

GOLOS IRREGULARES DO FC PORTO

2003/04 0
2004/05 2
2005/06 2
2006/07 1
2007/08 7

SETE PECADOS

JOÃO VILAS-BOAS

3.ª jornada, em Leiria: Bruno Alves fez o passe para Lisandro depois de a bola ter passado a linha de fundo.

O. BENQUERENÇA

5.ª jornada, em Paços de Ferreira: contra-ataque lançado por Leandro Lima, com Lisandro a arrancar deslocado.

RUI COSTA

8.ª jornada, frente a Leixões: Lisandro prepara o remate ajeitando a bola com a mão à entrada da área.

PAULO BAPTISTA

9.ª jornada, frente a Belenenses: Hélder Postiga, lançado por Paulo Assunção, mais de dois metros fora de jogo.

PAULO COSTA

20.ª jornada, frente a Paços de Ferreira: fora-de-jogo de Farías, que faz o passe decisivo para Lisandro.

JORGE SOUSA

23.ª jornada, em Leixões: Lucho Gonzalez lança Tarik Sektioui que arranca em fora-de-jogo.

LUCÍLIO BAPTISTA

24.ª jornada, em Belém: grande penalidade inexistente de Hugo Alcântara sobre Ricardo Quaresma.

João Querido Manha

Descrédito (Parte II)

A notícia do Público não podia ser mais correcta, aqui vai para "Portoguês" ler:

"Portistas" venceram o Vitória de Setúbal para a Liga
Uma vitória regular do FC Porto com dois golos irregulares
13.04.2008 - 08h09 Jorge Miguel Matias
Dois golos irregulares deram a vitória ao FC Porto frente ao Vitória de Setúbal, ontem no Bonfim. Num jogo de poupanças para ambos os lados, as duas equipas mostraram-se mais preocupadas com a meia-final da Taça de Portugal de terça-feira do que com o desafio para o campeonato, onde os portistas já garantiram o título e os sadinos estão satisfeitos com o quinto lugar.

Para o melhor ataque do campeonato, para um clube que venceu em Setúbal nos últimos sete anos e que há 25 não sabe o que é perder no Bonfim, o triunfo de ontem não é mais do que outra prova de regularidade do tricampeão. Mas a forma como ele foi conseguido, com dois golos irregulares, era desnecessária. E até teve um travo de injustiça, pois se o FC Porto dominou na primeira parte, o Vitória de Setúbal mandou no segundo tempo.

A meia-final da Taça de Portugal esteve sempre presente no encontro de ontem. Bastava olhar para as equipas que subiram ao relvado para perceber que os dois treinadores decidiram poupar muitos dos habituais titulares. Carlos Carvalhal assumiu-o logo no início do encontro: "O privilégio é para a prova a eliminar e não para a de regularidade", disse pouco antes do apito inicial. O treinador dos sadinos deixou no banco de suplentes algumas das pedras-chave da equipa ao longo desta época, casos de Pitbull, Ricardo Chaves ou Bruno Gama, enquanto Janício viu o jogo da bancada.

Jesualdo Ferreira seguiu a mesma cartilha e da equipa que venceu o Estrela há uma semana conservou apenas quatro jogadores (Fucile, Lucho, Quaresma e Lisandro).

Foi um FC Porto com apenas dois portugueses que tomou conta do jogo de ontem. O V. Setúbal assumiu uma atitude demasiado passiva nos primeiros 45 minutos, dando a iniciativa do jogo aos "dragões". Com excepção feita ao remate de Elias aos 5 minutos, quase toda a primeira parte foi do FC Porto, que entregou a Quaresma a missão de desestabilizar a defesa adversária.

Com mais tempo de posse de bola, o FC Porto teve também as principais ocasiões de golo e só não marcou ao minuto 20, aproveitando uma falha do guarda-redes Eduardo, porque Robson salvou em cima da linha de baliza.

O golo do FC Porto tornava-se cada vez mais iminente e um cruzamento de Quaresma, desviado ligeiramente por Kazmierczak, foi bem aproveitado por Lisandro, que, em posição irregular, inaugurou o marcador apontando o seu 22.º golo na Liga. O argentino marcou pelo quarto jogo consecutivo e está cada vez mais sozinho na corrida pelo título de goleador do campeonato.

Foi a pior fase do V. Setúbal na partida. Não conseguia acertar nas marcações e acabou por ceder o segundo golo à passagem da meia hora, quando Mariano aproveitou um deslize de Jorginho. Uma jogada em que o sul-americano ajeitou a bola com a mão sem que o lance tivesse sido sancionado pela equipa de arbitragem.

A forma tortuosa como o FC Porto conseguiu uma vantagem tão ampla não tira mérito à equipa de Jesualdo Ferreira, que até esta altura foi a melhor equipa em campo - um remate à barra de Lucho sublinhou isso mesmo, mas também marcou um ponto de viragem no jogo.

A partir do tiro do argentino, o FC Porto passou a acreditar que tinha o jogo ganho, enquanto o V. Setúbal contou com um remate certeiro de Hugo para lhe alimentar a esperança de que o resultado ainda não estava feito.

Na segunda parte, depois de um remate de Quaresma para uma grande defesa de Eduardo, foram os sadinos que passaram a mandar na partida. Carlos Carvalhal, aos poucos, foi colocando em campo alguns dos jogadores que inicialmente tinha decidido poupar. E a qualidade do futebol do Vitória melhorou significativamente.

Mais velozes, mais agressivos, mais crentes, os sadinos roubaram a bola ao FC Porto e tiveram uma série de oportunidades para empatar o jogo. A mais perigosa de todas na ponta final do encontro, quando Stepanov cortou em cima da linha de golo. Um novo duelo ficou marcado para terça-feira. No mesmo local.

Ah pois é!

Depois de eu ter simplesmente deixado a ideia que os 11 pontos de vantagem eram falaciosos, eis que Rui Cartaxana, anterior director do Jornal Record, cargo que deixou depois de um grave problema de saúde, escreveu na sua coluna no Jornal Correio da Manhã:

"Os dois ‘grandes’ da 2.ª Circular, como dois gémeos univitelinos, miméticos e sem imaginação, continuam a copiar-se nos resultados desvaforáveis que os vão afastando do líder do campeonato. Os especialistas e as manchetes dos jornais explicam esta conjugação de desgraças com um termo importado da política: estão em ‘crise’. Sei lá, como o PSD, a justiça, as finanças públicas, o País! E, no entanto, o futebol não é como a política, depende de pormenores, que não só da tal bola que vai à trave e não entra.

Um exemplo, entre outros: se o líder FC Porto, que já ganhou, pelo menos, três jogos por 1-0, tem apanhado um fiscal de linha de Lisboa que lhe fizesse o que um ignorado fiscal de linha, sócio do FC Porto, fez no sábado ao Benfica, com a bênção carinhosa do sr. Paulo Costa (um golo legal anulado e um penálti negado entre um curioso sim/não da equipa de arbitragem), o fabuloso líder da Bwin/Liga tinha menos seis pontos, os de Lisboa, mais dois cada – estava um a três pontos, outro a seis.

Eram as crises pela pia abaixo e o Jesualdo a roer as unhas! O que pode um simples fiscal de linha

Rui Cartaxana"

Artigo esse que pode ser consultado aqui!


PS:E por favor. de uma vez por todas convençam-se que o futebol evolui, e que as regras seguem essa evolução, o lance de Léo é penalty, porque ao contrário das regras do século passado, a falta é marcada onde a falta acaba, não beneficiando assim o infractor como anteriormente!


Christian Rodriguez!


Tem sido capa de jornais nos últimos dias e não é de estranhar!
Para mim é neste momento o melhor jogador a actuar no campeonato português!
Demonstra uma frescura física do início ao fim, sempre sem vacilar e partindo sempre para cima dos defesas, quase sempre bem, tem sido o motor do ataque benfiquista nos últimos jogos!

Há quem ponha em causa como é possível que um dispensado do 14º classificado do Campeonato Francês seja a "figura" do Benfica, mas é fácil de perceber, tal como o Benfica (e todos os outros clubes) cometeu erros no passado, o caso de Mostovoi é bem evidente, também o PSG o cometeu, problemas de adaptação ou outros poderão ser a resposta.
O que é certo é que chegou ao Benfica e integrou-se perfeitamente na equipa, sendo para mim, o melhor jogador do campeonato português neste momento!

E que fique e jogue assim por muitos anos!

Artigos de opinião ...


Normalmente condeno alguns "pseuso-jornalistas" pelos seus artigos de opinião, eu também os faço, aos artigos, aqui no blog.
Mas vir para um jornal já tem que se ter mais capacidade.
E depois de quando em vez surgem artigos como este do DN:

"Nani, rapaz. Houve um guarda-redes colombiano, bom, de quem tudo se me varreu, excepto gostar de fintar com os pés. Um dia, num Mundial, a Colômbia jogava com os Camarões, e a esse guarda-redes deu-lhe para mostrar o seu truque. Avançou com a bola nos pés, viu um velho camaronês e tentou fintá-lo. Abrevio: foi uma gargalhada e a Colômbia foi afastada pelo camaronês, quase trôpego, mas que, ele, sabia o que fazia. Do guarda-redes colombiano restou esta memória: o parvo que gostava de fazer fintas. Nani, rapaz. Mortais dos teus, melhores, mais perfeitos, a cair de costas direitas, há vinte miúdos de oito anos a fazê-los no Ginásio Clube. O Manchester foi buscá-los? No domingo, depois do golo, não te mostraram placas com números, pois não? É, Nani, não és ginasta. És avançado, daqueles que fazem golos fora da área. Isso é que te vai fazer ser recordado. Ou não. Também podes ficar como o coitado da cadeira de rodas que caiu mal ao celebrar um golo. Escolhe, rapaz."

Ferreira Fernandes, in DN

Ora, este é daqueles artigos em que mais valia não ter havido electricidade para este senhor escrever o artigo e enviar por email para o DN.

Assim não se faz?

Mas assim não se faz o quê?
Refiro-me concretamente à capa do jornal Record de hoje, que traz Simão Sabrosa e depois as palavras "Assim não se faz".
Mas para quê ouvir uma proposta para o melhor jogador do plantel benfiquista e para o qual seria senão impossível, quase impossível arranjar um substituto à altura?
Se eu não quero vender a minha casa, para que vou ouvir uma proposta para ela?
Penso que o referido jornal tem que baixar um pouco a guarda de ataque ao glorioso, senão ainda pode ter uma grande baixa as vendas, da minha parte de certeza que já a tem.

Jornalistas ...

Porque será que apenas a jogadores do Benfica, os jornalistas fazem questões relacionadas com as suas transferências, ou com supostas irregularidades existentes nas mesmas, segundo fontes da comunicação social?
Porque será que todas as notícias sobre compras de árbitros, irregularidades nas transferências e imigração ilegal, nomeadamente no FC Porto, nunca são mencionadas nas perguntas aos jogadores do FCP?
Porque é que existe esta dualidade de critérios e tratamento em relação a clubes, ambos candidatos ao título?
Alguém que tenha melhores conhecimentos que eu, que me explique sff!

Descredibilização ...

É muito triste ver todos os dias notícias de potenciais reforços para os três grandes mas particularmente para o Benfica nos jornais diários, e depois vermos contratações serem confirmadas sem que os jornais lhe tenham sequer "sentido o rasto"!
Se os jornalistas não têm notícias verdadeiras para colocar nos jornais, então coloquem outras modalidades amadores ou não que decorreram ao longo da época, ou inovem com outros temas sobre futebol, agora estarem constantemente com notícias que nunca se vêm a confirmar, e apenas têm o intuito de vender, não contribui nada para a credibilização do mundo jornalístico.
Sretenovic foi o último exemplo gritante de como um jogador chega a Portugal, realiza exames médicos, assina pelo clube e os jornalistas nem sequer sabem da notícia.